Roberto Faenza

Diretor, roteirista e ensaísta italiano. Estréia em 1968 com o filme “Escalation”, descrevendo de forma grotesca a sociedade contemporânea através da relação entre um pai burguês e o filho hippie. Com esse filme, Faenza obteve, além de um grande sucesso internacional, a fama de diretor rebelde que o acompanhará na sua carreira e lhe custará uma série de censuras. Em 1978 realiza o filme “Forza Italia!”, uma sátira feroz sobre o poder politico cobrindo trinta anos de história italiana. Apesar do sucesso com o público nas primeiras projeções, o filme foi sequestrado das salas de cinema, permanecendo censurado por mais de quinze anos.


Seus filmes inspiram-se à literatura porque segundo ele “
ninguém escreve melhor que os escritores, e por isso parece-me natural direcionar-me a eles com o fim de encontrar companheiros de viagem para histórias apaixonantes”.

Com o filme “Jona che visse nella balena” (1993), inspirado a “Anni d’infanzia” de Jona Oberski, ganha o David de Donatello como melhor diretor e o Efebo de Ouro, Premio Internacional Cinema Narrativa. Em 1995 obteve o David de Donatello pela melhor interpretação, com o filme “Sostiene Pereira”, ultimo filme interpretado por Mastroianni e inspirado ao homônimo romance de Antonio Tabucchi. Com “Marianna Ucría”, inspirado à obra literária de Dacia Maraini, obteve a candidatura ao David de Donatello pelo melhor filme em 1997. Em 2005 realiza “I giorni dell’abbandono”, inspirado ao homônimo romance de Elena Ferrante, pelo qual, além de várias candidaturas no Festival de Veneza e ao David de Donatello, obteve o Globo de Ouro pelo melhor roteiro. No mesmo ano, “Alla luce del sole” obteve a candidatura como melhor filme no European Film Award, o Oscar europeu.